Uma análise bíblico-teológica da presença de Simão, o cireneu, no caminho da crucificação de Cristo, de Jerusalém ao Gólgota. O autor parte da narrativa bíblica para estabelecer relações com ações e omissões da igreja cristã no trato com as questões etnicorraciais em sua história e na contemporaneidade, especialmente no contexto brasileiro. O texto enfatiza as implicações da presença de um judeu afrodescendente no cenário da crucificação de Jesus Cristo, conforme narrado por Marcos, e o toma como analogia para reflexões sobre o papel histórico da igreja institucionalizada e dos verdadeiros discípulos de Cristo no que se refere às relações etnicorraciais, em perspectivas histórico-teológica e bíblico-exegética. A obra destaca o chamado universal de Deus a todos os homens para assumirem lugar sob a cruz do Messias na proclamação do Evangelho, respeitando-se a diversidade humana e a mensagem de reconciliação e libertação entregue aos cristãos pelo seu líder maior, o Crucificado.
